terça-feira, 1 de abril de 2008

Perspectivas para olivicultura no Brasil

Rio Grande do Sul debate viabilidade da produção do azeite
As perspectivas do Brasil como produtor de azeite são grandes. Além do Rio Grande do Sul outros estados poderão optar por este mercado, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

Daise Lisboa



Sul e Sudeste reúnem condições para a produção




Brasília - O agronegócio do Brasil vai ganhar mais uma variedade. De 19 a 21 de junho será realizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o I Fórum Internacional de Olivicultura, onde serão apresentadas as vantagens que o país terá ao se tornar produtor de azeite de oliva, assim como será mostrado o processo de implantação em solo brasileiro.

A iniciativa é da Câmara de Comércio Brasil-Portugal e da Embrapa – Centro de Pesquisa Agropecuária de Clima Temperado, com apoio da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS). Entre os temas a serem abordados estão o avanço tecnológico do segmento da olivicultura e uma análise comparativa das inovações promovidas pelos países convidados no setor de olivicultura.

O diretor-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal do Rio Grande do Sul, Joaquim Firmino, vê o Brasil como futuro produtor de azeite mas, assegura que entrando agora no mercado, ainda vai demorar para colher os resultados. "O Brasil poderá ser um grande produtor e chegar a ser referência no mundo, mas deve levar de 10 a 15 anos para alcançar este lugar", prevê Firmino.

Para o início da produção brasileira, como será apresentado no fórum, o País deverá importar máquinas de poda, de colheita, as garrafas e até os lagares – locais onde a azeitona é esmagada e o azeite fabricado.

As perspectivas do Brasil como produtor de azeite são grandes. Além do Rio Grande do Sul outros estados poderão optar pela cultura, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Firmino destaca, entretanto, que o diferencial para a produção é o clima de cada estado, e não o tipo de solo, destacando que em estados como Minas Gerais, são consideradas microrregiões que podem aderir à produção.

A ampliação do mercado olivicultor, segundo Firmino, vem crescendo, principalmente, quando relaciona-se o emprego do uso do azeite aos benefícios à saúde humana, o que incentiva a compra. "O mercado mundial torna-se competitivo, a população de melhor poder aquisitivo consome mais o produto e quanto mais se divulga os benefícios do azeite para a saúde, mais se incentiva a compra", revela.

Os preparativos para o I Fórum estão sendo organizados e os interessados em conhecer e participar do encontro podem acessar o endereço eletrônico www.fiol.com.br que desde o dia 17 de março está sendo abastecido com informações sobre o evento, mostrando o projeto do agronegócio, seus patrocinadores e oferecendo todas as informações até a realização do evento.

Um comentário:

p.a. disse...

Sou Olivicultor,transformador e
provador de azeites.Sou Portugués.
Vejo grande interesse na produção de azeitona e azeite no Brasil.
Tanho interesse em colaborar num
projecto de produção e transformação de azeitonas para azeite no vosso pais
Minha firma é:www.ourogal.com
Obrigado pelo cuidado.
André Lopes